RÚSSIA

Mídia: aviação brasileira bate recorde de passageiros apesar da alta de preços global do petróleo

Por Sputinik Brasil Publicado em 06/06/2026 às 16:58
© Foto / Rovena Rosa / Agência Brasil

A alta corrente da escalada no Oriente Médio encareceu o custo do querosene de aviação e das passagens aéreas, mas medidas de contenção tomadas pelo governo brasileiro amorteceram o impacto no setor.

A aviação brasileira atingiu nos primeiros meses de 2026 o maior número de passageiros transportados da história do setor.

Segundo noticiou o portal Poder360, citando dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de janeiro a abril foram registrados 44,3 milhões de embarques, sendo 33,7 milhões em voos domésticos e 10,6 milhões em voos internacionais.

O total representa uma alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025 e indica que a aviação brasileira manteve o recorde quantitativo de passageiros mesmo com a alta de preços provocada pela guerra no Oriente Médio.

A trajetória de preços da aviação civil brasileira acompanhou o cenário externo, com alta marca após a escalada de violência no Oriente Médio que impactou nos custos de querosene de aviação e, por consequência, no preço das passagens aéreas.

Em janeiro, o custo médio da passagem ficou em R$ 621,25, cerca de 9,86% acima do registrado em janeiro de 2025. O aumento das passagens foi puxado pela alta no custo do combustível para as companhias aéreas. De janeiro a abril, o litro do querosene de aviação (QAV) passou de R$ 3,51 para R$ 5,40, um salto de 53,8%.

O governo brasileiro introduziu medidas para amortecer o impacto da alta no setor e conter a escalada nos preços das passagens. Em 6 de abril, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV. A medida, anteriormente válida até 31 de maio, foi prorrogada até 31 de julho, e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) vem solicitando ao governo que mantenha a autorização até o final do ano.

Em paralelo, a Petrobras reduziu o preço do litro do QAV em 14,2% em 1º de junho e a expectativa é que a medida alivie ainda mais nos próximos meses os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a aviação brasileira.