INTERNACIONAL

Acordo Mercosul-UE fracassou? Europa oficialmente proíbe exportação da carne do Brasil, diz mídia

Publicado em 06/06/2026 às 11:59
© Foto / Valter Campanato/Agência Brasil

A União Europeia (UE) oficializou um veto à importação de carne do Brasil, que entrará em vigor em setembro, escreve o jornal O Globo.

O jornal destaca que a UE retirou o Brasil da lista de nações que cumprem as regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

"A UE publicou, na quinta-feira [4], um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano", ressalta a publicação.

Ao exigir comprovações de que Brasília não apresentou nos prazos definidos, o bloco impõe barreiras técnicas que podem prejudicar a competitividade das exportações brasileiras. A exclusão afeta diversos produtos essenciais, como carne bovina e de frango, pescado e mel, ampliando as perdas potenciais para os produtores e as cadeias de valor.

A medida aumenta as incertezas para os empresários e pode gerar custos adicionais com certificação, rastreabilidade e testes laboratoriais para que o Brasil recupere o acesso ao mercado europeu.

Em um momento de expansão de acordos comerciais, a restrição europeia cria um entrave que ameaça a estabilidade e os ganhos econômicos das exportações brasileiras, conclui a reportagem.

Anteriormente, o governo brasileiro afirmou ter recebido "com surpresa" a decisão da UE de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro de 2026, pois a medida ocorreu no mesmo mês em que entra em vigor o acordo de livre comércio Mercosul-UE.

Em nota, o governo afirmou que vai atuar para reverter a decisão e manter o fluxo comercial com o mercado europeu. "O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos."


Por Sputinik Brasil