AIEA afirma não ter informações sobre estoque de urânio enriquecido do Irã
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que não consegue cumprir suas funções de monitoramento no Irã após a guerra ocorrida em junho passado, segundo relatório confidencial distribuído aos Estados-membros e obtidos pela Associated Press.
A agência afirmou que "não pode fornecer qualquer informação" sobre o tamanho, a composição ou o paradeiro do estoque de urânio enriquecido iraniano, nem confirmar se Teerã suspendeu atividades relacionadas ao enriquecimento. A AIEA alertou ainda que está "impossibilitada de cumprir suas responsabilidades de seguranças" previstas no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e classificada como "indispensável e urgente" que o Irã volte a cumprir suas obrigações.
Desde o último relatório, divulgado em fevereiro, a única instalação nuclear iraniana visitada por inspetores da AIEA foi a usina de Bushehr, entre os dias 1º e 3 de junho. O reator opera com urânio fornecido pela Rússia, enriquecido a 4,5%, nível adequado para geração de energia.
Segundo a agência, o Irã mantém um estoque de 440,9 quilos de urânio enriquecido a até 60% de pureza, patamar próximo dos 90% necessários para uso militar. Em entrevista recente à AP, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que essa quantidade poderia permitir a produção de até 10 bombas nucleares, caso o país decidisse militarizar seu programa, embora isso não signifique que possua armas nucleares atualmente.
O relatório destaca ainda que materiais com esse grau de enriquecimento devem ser verificados mensalmente, conforme orientações da agência.
Grossi reiterou apoio às negociações em andamento para uma solução diplomática para o programa nuclear iraniano e manifestou disposição para apoiar um eventual acordo. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast