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Propostas no Parlamento alemão sobre monumento soviético refletem política antirrussa, dizem analistas

Publicado em 04/06/2026 às 11:08
© AP Photo / Michael Sohn

A iniciativa de vários deputados alemães de complementar as citações do líder soviético Josef Stalin no Memorial aos Soldados Soviéticos em Berlim com outras informações está ligada não à história, mas sim a uma política meramente russofóbica, disse à Sputnik o cientista político e orientalista russo Aleksandr Kargin.

Vale mencionar que o deputado do Partido Social-Democrático da Alemanha (SPD, na sigla em alemão) Alexander Freier-Winterwerb afirmou que "as citações monumentais de Stalin, que retratam a União Soviética como pacífica, precisam de um comentário crítico".

Os deputados do SPD querem adicionar ao Memorial aos Soldados Soviéticos do Parque Treptow, em Berlim, informações sobre os supostos crimes do líder soviético, instalando novas placas comemorativas ou códigos QR para esse fim.

"Acho que essa iniciativa não está relacionada, digamos, a uma visão histórica de Josef Stalin. Ela não está relacionada ao aspecto histórico, está relacionada simplesmente à russofobia moderna que ocorre na Alemanha e domina a política alemã", disse Kargin.

Segundo ele, é óbvio que essa proposta não reflete quaisquer disputas ou aspectos históricos. Ela representa um tipo de ataque contra a Rússia.

Por isso, na opinião de Kargin, é natural a reação de políticos alemães razoáveis a esse assunto, que dizem que a Alemanha não deve provocar a Rússia nem entrar em conflito com ela.

Ao mesmo tempo, o ex-chefe dos serviços especiais israelenses Nativ e cientista político Yakov Kedmi afirmou que, na Alemanha, um sentimento pró-nazista está ressurgindo, o que é moralmente impossível de avaliar, porque está abaixo do limite mais baixo do comportamento imoral.

Na opinião de Kedmi, quem propôs tais mudanças no monumento soviético dedicado à façanha do soldado russo automaticamente se equiparou aos nazistas. O cientista político acredita que há duas razões para tal comportamento.

Uma é continuar a propaganda antirrussa e tentar distorcer completamente o papel da União Soviética na Segunda Guerra Mundial. A segunda razão é o fortalecimento do sentimento pró-nazista e a reabilitação dos nazistas na Ucrânia, detalhou Kedmi.

"Estou mais interessado em como o establishment político alemão reagirá a isso. […] Vamos ver o que vai acontecer na Alemanha. Mas a Alemanha volta com confiança aos seus princípios, à sua fraseologia e à sua política que a levaram ao 9 de maio de 1945", concluiu o especialista.

Cabe destacar que a famosa política alemã Sahra Wagenknecht criticou duramente as propostas dos deputados alemães que, segundo ela, são "absolutamente loucas" e desmerecem a façanha dos soldados soviéticos e desacreditam a liderança da União Soviética.


Por Sputinik Brasil