ESTADOS UNIDOS

Câmara dos Representantes dos EUA aprova resolução para limitar ações de Trump no Irã

Por Sputinik Brasil Publicado em 03/06/2026 às 18:55
© AP Photo / J. Scott Applewhite

Medida aprovada com apoio de quatro republicanos exige autorização do Congresso para novas ações militares contra Teerã e reflete crescente preocupação de parlamentares com a guerra.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) uma resolução que busca limitar os poderes do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã e exigir autorização do Congresso para novas ações militares. A medida foi aprovada por 215 votos a 208, com quatro parlamentares republicanos se unindo aos democratas.

A resolução determina que o presidente retire as forças armadas norte-americanas de hostilidades contra o Irã, a menos que o Congresso declare guerra ou autorize formalmente o uso da força militar. Embora tenha forte peso político, a medida não obrigaria imediatamente o fim do conflito e ainda precisa avançar no Senado.

A votação reflete a crescente preocupação no Capitólio com a guerra, inclusive entre integrantes do Partido Republicano. Duas semanas atrás, a liderança republicana da Câmara chegou a adiar uma votação semelhante diante do receio de não reunir votos suficientes para derrotá-la.

No Senado, uma resolução com objetivo semelhante avançou no mês passado após receber apoio de quatro senadores republicanos, mas ainda aguarda votação final.

Os democratas recorreram a uma manobra regimental que obrigou a análise da proposta na Câmara. Mesmo assim, o futuro da medida permanece incerto, já que os republicanos mantêm maioria no Senado e qualquer versão aprovada em definitivo poderá enfrentar contestação da Casa Branca ou ser alvo de uma disputa judicial.

A aprovação ocorre em meio à continuidade das tensões entre Washington e Teerã. Apesar das tentativas de negociação e de um cessar-fogo instável em vigor desde abril, o conflito segue sem solução definitiva. Pesquisas de opinião nos Estados Unidos indicam baixo apoio popular à guerra, enquanto parlamentares demonstram preocupação com os impactos econômicos e políticos do confronto.