O custo de não monitorar o meio ambiente nunca foi tão alto para as empresas
Com prejuízos de R$3,9 bilhões causados por eventos climáticos extremos no Brasil em 2025, dados ambientais deixam de ser pauta exclusiva da sustentabilidade e passam a influenciar diretamente a operação das empresas
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, uma discussão ganha cada vez mais espaço dentro das empresas: a influência dos fatores ambientais sobre a operação dos negócios.
Se antes questões como chuvas intensas, secas, enchentes e qualidade dos recursos naturais eram tratadas principalmente sob a ótica da sustentabilidade, hoje elas impactam diretamente a continuidade das operações, a gestão de riscos e a tomada de decisão.
O cenário reflete uma realidade cada vez mais presente no país. Segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os eventos climáticos extremos registrados no Brasil em 2025 afetaram mais de 336 mil pessoas e geraram prejuízos estimados em R$3,9 bilhões.
Para setores como mineração, energia, saneamento, agronegócio e de indústria, acompanhar variáveis ambientais deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser uma necessidade operacional.
A mudança é observada por empresas que atuam com monitoramento ambiental e gestão de dados. É o caso da Clean Environment Brasil, empresa especializada em tecnologias ambientais, hidrologia e instrumentação, que completa 31 anos de atuação justamente em 5 de junho, mesma data em que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Para André Caramello, Gerente de Negócios para Hidrologia, Saneamento e Aquicultura da Clean, a relação entre meio ambiente e operação empresarial nunca esteve tão próxima.
“Há alguns anos, muitas empresas enxergavam o monitoramento ambiental apenas como uma exigência regulatória. Hoje, ele se tornou uma ferramenta estratégica para a tomada de decisão. Eventos extremos e alterações nas condições ambientais podem impactar diretamente operações, infraestrutura, segurança e planejamento”, afirma.
Segundo André, a qualidade das informações disponíveis passou a influenciar diretamente a capacidade de resposta das organizações.
“Monitorar variáveis ambientais deixou de ser apenas uma questão de conformidade. Hoje, faz parte da gestão de risco e da continuidade operacional. Quanto maior a confiabilidade dos dados, maior a capacidade de antecipação diante de cenários que podem afetar as operações”, explica.
Ao completar 31 anos de atuação, a Clean observa uma mudança significativa em relação ao início de sua trajetória. Se antes as discussões ambientais estavam concentradas principalmente em preservação e atendimento à legislação, hoje elas fazem parte das decisões que impactam competitividade, segurança, investimentos e eficiência operacional.
“O meio ambiente deixou de ser uma pauta isolada dentro das organizações. Ele passou a influenciar diretamente a forma como as empresas planejam, operam e se preparam para o futuro”, conclui Caramello.