ECONOMIA

Principais altas da indústria ante março foram de extrativas e derivados do petróleo, diz IBGE

Publicado em 03/06/2026 às 11:09
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A alta de 0,7% na produção industrial nacional em abril ante março foi influenciada, principalmente, pela expansão nas atividades de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambos com avanços pelo quinto mês consecutivo. Em abril ante março, 14 dos 25 ramos industriais pesquisados ​​mostraram crescimento na produção.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outras contribuições positivas relevantes provenientes de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).

Entre as 11 atividades com perdas, a principal influência negativa foi de produtos químicos (-3,9%).

Houve impactos negativos também significativos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotivos, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).

Comparação com abril de 2025

O avanço de 2,7% na indústria brasileira em abril de 2026 ante abril de 2025 foi impulsionado pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e produtos alimentícios (3,2%), segundo os dados do IBGE.

Em abril de 2026 e antes de abril de 2025, houve expansão na produção de oito dos 25 ramos investigados. Não houve influência do "efeito calendário".

“Não há diferença entre abril deste ano e abril do ano passado, há uma igualdade de dias úteis”, disse André Macedo, gerente de pesquisa do IBGE.

Outras influências positivas relevantes foram registradas para produtos de borracha e de material plástico (3,8%) e de veículos automotivos, reboques e carrocerias (1,4%).

Na direção oposta, entre as 17 atividades com perdas, as mais impactantes foram as de produtos químicos (-4,5%) e máquinas e equipamentos (-7,0%). Outros impactos negativos foram assinalados por produtos de metal (-4,5%), fabricação de artigos de vestuário e acessórios (-6,5%), outros de transporte (-7,9%), celulose, papel e equipamentos de papel (-2,7%), metalurgia (-1,7%) e artigos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%).

Difusão

O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 56,5% em março para 46,4% em abril.