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Mídia: estoques globais de petróleo caem e guerra no Oriente Médio ameaça abastecimento no verão

Publicado em 03/06/2026 às 06:38
© AP Photo / Matthew Brown

AIE alerta que a guerra no Oriente Médio e o fechamento do estreito de Ormuz derrubaram a oferta global de petróleo, acelerando o consumo de estoques e levando o mundo a níveis críticos antes do verão, enquanto até a China começa a reduzir importações e vê seus reservatórios recuarem.

Os estoques globais de petróleo caminham para níveis críticos antes do verão (Hemisfério Norte), segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), que alerta para uma crise prolongada, mesmo que um acordo encerre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã. A pressão sobre o mercado já atinge também a China, onde os volumes armazenados começaram a recuar após meses de resiliência.

Segundo o South China Morning Post, analistas afirmaram que a redução dos estoques deve continuar ao longo do verão. Toril Bosoni, da AIE, chegou a afirmar que há "possibilidade ou probabilidade" de mínimos históricos.

"Estamos vendo reduções nos estoques continuarem durante o verão, e com a possibilidade ou probabilidade de atingirmos níveis críticos ou mínimos históricos pouco antes do pico da demanda de verão", afirmou a chefe da divisão de indústria e mercados de petróleo da agência.

Bosoni acrescentou que a reabertura do estreito de Ormuz — fechado desde o início do conflito — pode levar de seis a oito meses mesmo com um acordo imediato, prolongando a interrupção de uma rota responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial.

A guerra, já no quarto mês, desorganizou o fluxo global de energia ao paralisar parte da produção no Oriente Médio e bloquear uma das principais passagens marítimas do setor, elevando a incerteza sobre o abastecimento.

Com a oferta em queda, países passaram a consumir rapidamente suas reservas. Em março e abril, os estoques globais recuaram 250 milhões de barris, segundo a AIE, que avalia que parte do ajuste terá de vir da demanda diante da magnitude das perdas.

A China foi exceção inicial, acumulando até 1,25 bilhão de barris graças à menor atividade das refinarias, mas seus estoques começaram a cair. As importações marítimas despencaram em abril e maio e devem permanecer baixas nos próximos meses.

"Mesmo que as refinarias chinesas continuem a manter níveis de produção mais baixos, é improvável que a redução no processamento das refinarias compense totalmente o declínio nas importações", garantiu Bosoni, de acordo com a apuração.

Por Sputinik Brasil