Geral

'Guarda-chuva nuclear' da França torna-se mais um ponto de divergência na Europa, diz portal

Publicado em 03/06/2026 às 05:24
© AP Photo / Peter De Jong

Os países europeus estão divididos sobre a iniciativa da França de expandir seu arsenal de armas nucleares e cooperar no campo da dissuasão nuclear, escreveu um portal de notícias europeu.

Mais cedo, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França estava entrando em um período de "dissuasão nuclear avançada". Como parte da nova abordagem, Paris aumentará o número de ogivas nucleares, e os países europeus poderão participar de exercícios conjuntos de dissuasão.

O portal escreveu que ainda não está claro como a iniciativa nuclear de Macron será compatível com o "guarda-chuva nuclear" dos Estados Unidos. Os países europeus estão divididos nesta questão, diz a matéria.

"A proposta da França de expandir sua capacidade de dissuasão nuclear já atraiu nove países europeus, mas os benefícios que esse esquema proporcionará, além do guarda-chuva nuclear norte-americano, permanecem obscuros para outros", aponta a reportagem.

Segundo o portal, além de Reino Unido, Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia, Dinamarca e Noruega, a Finlândia também está avaliando a proposta da França. De acordo com a publicação, a Itália pode ser considerada um dos países em dúvida.

Cabe lembrar que o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, em vigor desde 1970, estabeleceu que apenas cinco países possuem armas nucleares: a União Soviética (cuja sucessora é a Rússia), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a China. O tratado também proibiu o surgimento de novas potências nucleares.

As cinco potências nucleares comprometeram-se a não transferir armas nucleares para outros Estados nem a ajudar em sua criação, e as demais partes do tratado comprometeram-se a não aceitar nem criar uma bomba atômica.


Por Sputinik Brasil