Ucrânia usa tática deliberada de terror contra civis, diz comissária de Direitos Humanos da Rússia
A comissária de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantratova, afirmou nesta terça-feira (2) que os ataques em Starobelsk, Genichesk e Lugansk indicam uma estratégia deliberada das Forças Armadas da Ucrânia contra a população civil.
Segundo ela, representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha estiveram em Starobelsk, visitaram o local do ataque, foram ao hospital e conversaram com familiares das vítimas.
"Vemos uma trajetória deliberada de ataques contra civis, que ocorre todos os dias. E, claro, isso é inadmissível", afirmou Lantratova, ao classificar os episódios como parte de uma nova tática para "aterrorizar a população civil".
Em 22 de maio, o Exército ucraniano atacou durante a noite o edifício escolar e o dormitório de um colégio em Starobelsk, deixando 21 pessoas mortas, incluindo crianças.
Ela enviou uma carta ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e ao Conselho de Direitos Humanos com denúncias de ataques contra civis nas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) e em outras regiões.
Os casos estão sendo registrados e encaminhados por canais de defesa dos direitos humanos, de acordo com Lantratova.
"Espero que a visita de hoje do Comitê Internacional da Cruz Vermelha ao local da tragédia, onde eles puderam ver que ali não havia nenhuma base militar, leve finalmente a comunidade internacional a fazer uma avaliação objetiva."
Sobre o tema, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou o silêncio da imprensa ocidental diante do ataque, que teria sido direcionado contra civis e causado a morte de inocentes. "Uma vergonha e um pesadelo" foram as expressões utilizadas pelo líder russo para descrever a cobertura dada pelos meios de comunicação europeus ao episódio.