Ouro fecha em alta com negociações no Oriente Médio e após assumir liderança em reservas
O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (2) em alta, apesar dos relatos divergentes sobre a retomada do diálogo entre os Estados Unidos e o Irã, que mantém o cenário incerto, enquanto Israel e Líbano voltam a negociar, apesar de continuarem com ataques.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,30%, a US$ 4.519,9 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,40%, a US$ 75,556 por onça-troy.
Um relatório do Banco Central Europeu (BCE) apontou que a participação do ouro nas reservas cambiais de bancos centrais aumentou para 27% em 2025, ultrapassando os Treasuries dos EUA, que tinham 22% de participação. Segundo o documento, a mudança reflete a valorização dos preços do ouro, "o que aumenta mecanicamente a participação do ouro nas reservas cambiais oficiais totais".
Apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim como o secretário de Estado do país, Marco Rubio, afirmarem que conversas com o Irã estão em andamento, a agência iraniana Fars relatou que não há troca de mensagens entre os dois países, enquanto a Mehr relata que o governo do país continua analisando a versão final do memorando de entendimento. Já Israel e o Líbano, por sua vez, voltaram à mesa de negociações, apesar de relatos de que o Hezbollah não vai aceitar um cessar-fogo parcial.
Para o TD Securities, os metais preciosos continuam oscilando de acordo com as notícias sobre o Oriente Médio, com a perspectiva de queda do ouro para a faixa de US$ 4.000 a US$ 4.200 caso o petróleo retome o patamar de US$ 100. Além disso, a consultoria destaca que revisou para baixo as projeções para os preços do metal para os próximos dois trimestres, levando em conta as maiores expectativas de inflação que elevaram os rendimentos dos Treasuries e mantiveram o dólar firme, levando os mercados a precificar uma alta nos juros ainda em 2026.
Já de acordo com o Forex.com, o ouro parece estar entre duas narrativas distintas: enquanto as incertezas geopolíticas sustentam a demanda por ativos de segurança, a inflação e expectativas de alta de juros limitam o espaço para uma alta sustentada.
*Com informações de Dow Jones Newswires