Lesão de Neymar às vésperas da Copa chama atenção para desgaste físico no futebol
Avaliação médica indica lesão de grau 2 na panturrilha, uma das regiões mais sobrecarregadas no futebol de alto rendimento
A condição física de Neymar voltou a ser tema de debate nesta semana após exames apontarem uma lesão de grau 2 na panturrilha do atacante. O caso ocorre na reta final de preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026, período em que os atletas são submetidos a uma alta carga de jogos e treinos.
Segundo Fábio Azevedo, professor de Fisioterapia do IBMR, integrante do Ecossistema Ânima, as lesões são frequentes nestas competições. “Na Copa do Mundo não há muito tempo para o atleta se recuperar entre uma partida e outra. As lesões mais comuns nesse tipo de competição são as musculares”, afirma.
O camisa 10 deve ficar afastado por cerca de duas a três semanas, sendo desfalque nos amistosos da Seleção Brasileira contra Panamá e Egito, nos dias 31 de maio e 6 de junho.
O brasileiro já viu esta cena antes. Em 2022, a Seleção sofreu baixas importantes ao longo do Mundial do Catar, incluindo o próprio Neymar e Danilo, que tiveram lesões no tornozelo na estreia contra a Sérvia, além de Alex Sandro, Gabriel Jesus e Alex Telles ao longo da competição.
O professor destaca que algumas regiões do corpo são mais afetadas nesse contexto, o que ajuda a explicar o caso de Neymar. ““No plano muscular, as regiões que mais sofrem são a posterior da coxa e a panturrilha. Já em termos articulares, joelhos e tornozelos são os mais exigidos”, explica.
Ele acrescenta que o aumento da exigência física no futebol moderno contribui para esse cenário. “O futebol de alto rendimento exige ações cada vez mais explosivas. Arrancadas e mudanças bruscas de direção cobram um preço altíssimo da musculatura se o atleta não estiver 100% preparado”, completa.
O acúmulo de esforço e o calendário apertado também elevam o risco de lesões. “Um corpo menos descansado ou menos preparado não consegue suportar a demanda de atividade, o que aumenta o risco de lesões”, diz Fábio.
O especialista lembra ainda que a recuperação de lesões mais graves - como a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho, também presente na trajetória recente de Neymar- pode levar de 9 a 12 meses.
Sobre o IBMR
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