TECNOLOGIA

Restrição dos EUA a chips de IA expõe avanço chinês e limites da estratégia de bloqueio, diz mídia

Por Sputinik Brasil Publicado em 02/06/2026 às 13:09
© Sputnik / Aleksei Kudenko

Os EUA fecharam uma brecha que permitia o acesso de subsidiárias estrangeiras de empresas chinesas a chips avançados de IA, reforçando o cerco tecnológico. À medida que reacende o debate sobre como as restrições norte-americanas, em vez de frear a China, têm impulsionado avanços no setor de semicondutores chineses.

De acordo com um artigo do Global Times, os Estados Unidos uniram-se para reforçar suas barreiras tecnológicas, desta vez mirando derivadas estrangeiras de empresas chinesas para impedir que chips avançados de inteligência artificial (IA) escapem das restrições.

Segundo a purificação, a medida busca fechar brechas que mantiveram o envio de aceleração de ponta, como o Blackwell da Nvidia, para unidades de empresas chinesas fora da China.

A mídia britânica apurou mais cedo que o Departamento de Comércio dos EUA havia emitido uma nova orientação após suspeitas de que os chips norte-americanos chegaram às subsidiárias chinesas na Malásia. Embora a diretriz não altere as regras para a Nvidia, ela reforça a estratégia de Washington de limitar o acesso chinês aos semicondutores mais avançados.

A política dos EUA parte da recomendação de que os chips de bloqueio de ponta desacelerem o avanço tecnológico da China. Mas, apesar das restrições, o país acumulou progressos rápidos, indicando que a pressão externa tem funcionado como oportunidades para inovação doméstica, pontua o artigo.

O caso da Huawei é emblemático. Com a miniaturização dos chips que chegam ao limite físico, a empresa apresentou a chamada "Lei de Escala Tau", focada na redução do atraso de sinal, ou seja, melhorando a velocidade com que os sinais elétricos se propagam dentro do chip.

A mídia asiática destacou que o presidente rotativo da empresa afirmou que a pressão norte-americana forçou a Huawei a buscar caminhos alternativos, abrindo novas frentes tecnológicas.

Analistas ocidentais reconhecem os avanços, embora ressaltem desafios persistentes. Ainda assim, a principal conquista da Huawei, segundo observadores consultados pela mídia, é demonstrar que existe uma rota viável fora da trajetória tradicional dominada pelas empresas ocidentais.

A autossuficiência chinesa em chips de IA saltou de 10% em 2021 para 41% em 2026, com projeções de chegar a 86% até 2030. A trajetória repete um padrão: sempre que enfrentam bloqueios — seja em espaço, IA ou telecomunicações — a China responde com investimentos e soluções próprias.

"A ciência não tem uma liderança eterna. A Primeira Revolução Industrial não foi o fim da história, nem a Segunda. Hoje, não estamos no alvo da revolução da IA, mas isso também acabará por dar lugar a inovações futuras que ainda não podemos imaginar" conclui o artigo.