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São Paulo descarta ebola em imigrante congolês; paciente tem meningite grave

Publicado em 01/06/2026 às 23:36
Paciente congolês internado em SP tem diagnóstico de meningite, não de ebola, segundo autoridades de saúde. © Sputnik / Guilherme Correia

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou nesta segunda-feira (1º) suspeita de ebola em um imigrante congolês de 37 anos internado na capital paulista.

O Instituto Adolfo Lutz concluiu análise que não encontrou material genético do vírus na amostra coletada do paciente.

Exames realizados no sábado (30) por meio de reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR) já haviam identificado a real causa do quadro: a bactéria Neisseria meningitidis, responsável pela meningite meningocócica.

Ao chegar ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência estadual para casos suspeitos de ebola, o homem estava em estado grave, com febre, diarreia e desorientação, e a piora rápida do quadro exigiu intubação.

A investigação foi aberta por precaução em razão da combinação entre os sintomas apresentados e a viagem recente do paciente à República Democrática do Congo (RDC), país com surto ativo da cepa Bundibugyo do vírus.

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CIEVS-SP) confirmou, porém, que o paciente não havia transitado por áreas de risco dentro do território congolês.

Mesmo após confirmação da meningite, as equipes de saúde mantiveram a investigação para ebola por precaução. O paciente segue internado em isolamento no Emílio Ribas, seguindo todos os protocolos de biossegurança previstos para casos suspeitos de doenças infecciosas de alto risco.

Ebola no Brasil?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde global após o surto de ebola na RDC cruzar a fronteira com Uganda.

O surto é causado pela cepa Bundibugyo, para a qual não existe vacina ou medicamento aprovado.

Dados da OMS mais recentes apontam 263 casos e 43 mortes confirmadas nos dois países, duas semanas após a confirmação dos primeiros casos.

Vale lembrar que a variante Bundibugyo apresenta taxa de letalidade entre 30% e 50%, segundo a Organização, que trabalha com governos da RDC e de Uganda para conter a epidemia e acelerar ensaios clínicos com imunizantes.


Por Sputinik Brasil