Caso Henry Borel: julgamento é o mais longo do Rio dos últimos 18 anos
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entra na fase final nesta segunda-feira, 1º, com os depoimentos das últimas três de 27 testemunhas do caso.
O julgamento de Jairo e Monique já é o mais longo do Rio de Janeiro em 18 anos, desde que as regras do Tribunal do Júri foram alteradas em 2008. O caso supera da ex-deputada Flordelis, condenada a 50 anos pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.
Os jurados ouvem nesta segunda o perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal, responsável por supervisionar os laudos de necrópsia e os laudos complementares sobre as lesões encontradas em Henry, o médico Jefferson Evangelista Corrêa, e o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro.
Durante o primeiro depoimento, de Huber Tauil, Monique deixou o plenário no momento em que fotos do corpo de Henry foram exibidas aos jurados. Ela saiu da sala por volta das 11h25.
Os depoimentos foram pedidos pela defesa de Jairinho. Após as últimas três ações, o Ministério Público terá duas horas e meia para fazer a acusação. As defesas falam em seguida, com até duas horas e meia para cada.
Depois, pode haver réplica da acusação, com até duas horas de duração, e a tréplica das defesas, em até duas horas. A previsão é que o julgamento se encerre nesta semana.
Nesta segunda, uma carreata com pedidos de Justiça saiu do edifício Majestic, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, onde o crime teria ocorrido, em direção à sede do Tribunal de Justiça, onde o julgamento do caso ocorreu em sua oitava dia.
Babá diz que Monique orientou que ela apagasse mensagens
No domingo, 31, a babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, afirmou que foi orientada por Monique a apagar mensagens e deixar passar as informações após a morte da criança.
Segundo Thayná, ela trabalhou por cerca de um mês na casa onde Henry morava com a mãe e Jairinho, entre janeiro e março de 2021.
Durante o depoimento, Thayná afirmou ter presenciado ao menos três episódios em que Jairinho levou Henry para um quarto, acontecendo sozinho com ele por algum tempo e, depois, a criança reclamou de dores.