Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 5,04% para 5,09%, acima do teto da meta de inflação
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 aumentou pela 12ª semana consecutiva, de 5,04% para 5,09%, distanciando-se ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,50%. O movimento reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo.
Considerando apenas as 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 5,07% para 5,09%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu pela segunda leitura seguida, de 4,01% para 4,02%. Um mês antes, era de 4,00%. Considerando apenas as 55 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, caiu de 4,04% para 4,00%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 aumentou de 3,65% para 3,66%. Há um mês, era de 3,64%. A estimativa intermediária para a inflação de 2029 permaneceu em 3,50% pela 39ª semana consecutiva.
A trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central, mesmo depois da revisão das estimativas do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de abril. Na ocasião, o colegiado aumentou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 3,9% para 4,6%, e para o IPCA de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.