Planos da UE de congelar teto de preços do petróleo russo apontam erros de Bruxelas, diz mídia
A aspiração da União Europeia (UE) a congelar o teto dos preços do petróleo produzido na Rússia indicam sérios erros dos líderes europeus, escreve uma mídia italiana.
A reportagem salienta que há falta da segurança energética na UE, especialmente após o início da guerra no Irã.
"Ao prometer independência energética e estabilidade de preços, Bruxelas enfrenta agora uma realidade mais complexa, na qual a escolha política contra a Rússia continua tendo um efeito colateral significativo nas próprias economias europeias", ressalta a publicação.
A crise energética provocada pela escalada no Oriente Médio evidencia mais uma vez a fragilidade da estratégia energética da UE, conclui a matéria.
No domingo (31), uma agência de notícias ocidental noticiou que a UE planeja congelar temporariamente o teto dos preços do petróleo russo. Desde 5 de dezembro de 2022, os países do G7, a Austrália e a UE impõem restrições aos embarques de petróleo nesse nível. Uma medida semelhante sobre derivados de petróleo entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2023.
Desde 3 de setembro do ano passado, a UE reduziu o teto para US$ 47,6 (R$ 240,07) por barril e, a partir de fevereiro de 2026, para US$ 44,1 (R$ 222,41).
Em resposta às ações do Ocidente, o presidente russo, Vladimir Putin, proibiu o fornecimento de derivados de petróleo a estrangeiros caso o mecanismo de custo marginal seja mencionado nos contratos.
Por Sputinik Brasil