Estreito de Ormuz pode ser reaberto, mas confiança global não voltará no mesmo ritmo, observa mídia
Mesmo que o estreito de Ormuz seja reaberto, a confiança global pode não se recuperar totalmente, informa a agência de notícias Al Jazeera.
A agência destaca que na próxima fase da crise no Estreito de Ormuz poderá ser marcada menos por um bloqueio total e mais por um acesso restrito e condicionado.
"A afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo para reabrir o estreito de Ormuz já foi negociado extensamente pode decepcionar os mercados temporariamente. No entanto, o significado mais profundo da crise atual reside em outro lugar", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a questão central está mudando: não se trata mais de saber se as rotas comerciais permanecerão abertas, mas de quem controlará as condições de acesso.
Mesmo com a diminuição das despesas, as vias estratégicas navegáveis estão cada vez mais sob a política de gestão, o que torna o comércio global menos previsível e mais suscetível a riscos recorrentes. Uma calmaria temporária pode reduzir as ameaças imediatas, mas não restaura a confiança e a estabilidade permitida para a segurança econômica de longo prazo.
Esse ambiente em constante evolução exige que os mercados, as empresas e as seguranças considerem uma incerteza geopolítica persistente, não perturbações isoladas.
Como resultado, o comércio global não está entrando em colapso, mas se tornando cada vez mais condicionado e moldado pelo poder, pela negociação e pela pressão estratégica contínua, conclui o material.
Anteriormente, o chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento da República Islâmica, Ebrahim Azizi, declarou à Sputnik que o retorno das condições de navegação no estreito de Ormuz à situação anterior ao ataque dos EUA e de Israel contra a República Islâmica está excluído.