Arqueólogos revelam sino surpreendente enterrado por décadas após obra na Polônia (FOTOS)
Enquanto instalavam novos postes de iluminação pública no leste da Polônia, os trabalhadores da vila de Hostynne localizados, de forma inesperada, um sino de igreja histórica enterrado sob o acostamento da estrada, escreve a revista Archaeology News.
A revista destaca que a descoberta ocorreu durante obras de escavação para instalação de cabos. Os empresários encontraram um objeto metálico, posteriormente identificado como um sino de igreja.
Por isso, as autoridades locais isolaram o local e alertaram os responsáveis pelo património da Conservação de Monumentos da Voivodia de Lublin, que realizaram uma inspeção.

"Ele estava a cerca de 230 metros da histórica Igreja de Hostynne, um edifício cuja história reflete séculos de mudanças religiosas e políticas na região. Embora já tenham ocorrido obras de construção e atividades agrícolas próximas no passado, ninguém foi relatado a presença do sino antes", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o sino de latão, com 41 centímetros de altura e 43 centímetros de diâmetro, está bem preservado. Possui um badalo de ferro intacto, elementos decorativos visíveis e um tom nítido, apesar da corrosão superficial e da ausência de inscrições ou marcas.
Evidências históricas indicam que o povoado remonta ao final do século XIV, com roupas construídas e reconstruídas sucessivamente ao longo do tempo. É provável que o sino seja originário de uma fase de construção posterior, no século XIX.
Não se sabe ao certo porque o sino foi enterrado, mas ele pode ter sido escondido para protegê-lo durante as requisições de metal em tempos de guerra ou em meio a turbulências religiosas e políticas no início do século XX.
As tradições orais locais há muito mencionam itens eclesiásticos ocultos, mas a localização da população e a destruição causada pela guerra obscureceram o conhecimento preciso de suas localizações.
As autoridades pretendem agora conservar o sino e exibi-lo publicamente, proporcionando à comunidade acesso a um artefato que apareceu no subsolo por décadas, conclui a reportagem.