PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, segundo governo Trump, afirma mídia
A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, afirmou nesta sexta-feira (29) que as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) atuam em 12 estados americanos, mas não especificou quais.
Ontem (28), o governo do presidente Donald Trump anunciou que as organizações criminosas brasileiras entraram para a lista de grupos terroristas. Apesar dos apelos do governo brasileiro, medida foi tomada no dia seguinte à visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista ao noticiário Jornal Nacional, Roberson defendeu que a medida busca utilizar todas as ferramentas disponíveis para proteger a segurança dos Estados Unidos.
"Sabemos que estes dois grupos estão atuando não somente dentro do Brasil, mas nos outros países também. Incluindo, vimos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos. Sabemos que as atividades desses grupos são muito amplas", declarou ela.
"Podem incluir lavagem de dinheiro ou transporte de itens de contrabando, tráfico de drogas, obviamente. Agora as sanções, as designações que estamos tomando agora, têm umas consequências importantes para estes grupos. Restrições de vistos também, bloqueio de todos os seus bens aqui nos Estados Unidos", disse.
Ainda segundo a funcionária, os Estados Unidos designaram 17 facções e cartéis nas Américas como organizações terroristas, desde o início do segundo mandato de Trump.
Com a medida, que passa a valer em 5 de junho, o governo norte-americano pode transformar o tema em questão de segurança nacional. Isso amplia a atuação de órgãos de inteligência e fortalece mecanismos de combate financeiro e diplomático.
Com as novas classificações, os EUA podem para prender e processar quem apoia esses grupos; proibir a entrada de membros no país, deportar associados e aumentar a cooperação policial e de inteligência. Também possibilitam a país estadunidense congelar bens e contas, bloquear transferências financeiras e proibir empresas e cidadãos americanos de negociar com esses grupos, entre outros poderes.
Por Sputinik Brasil