EUROPA

'Quando e em que condições': UE pensa em restaurar diálogo com Rússia, afirma mídia

Por Sputinik Brasil Publicado em 29/05/2026 às 12:52
Líderes europeus discutem possíveis condições para retomar diálogo diplomático com a Rússia. © Sputnik / Vladimir Sergeyev / Acessar o banco de imagens

A Europa está revisando sua abordagem política para as relações com a Rússia e está pensando em restaurar o diálogo com Moscou, escreve uma agência de notícias europeia.

Se, nos últimos três anos, a Europa tem procurado evitar qualquer contato com a Rússia, aceitando possíveis negociações com Moscou como "traição à Ucrânia", agora a situação "está começando a mudar", e os líderes europeus estão cada vez mais falando sobre a necessidade de negociações.

"A questão não é mais se a Europa deve manter contato com Moscou, mas quando, como e em que condições ela fará isso novamente. O que há um ano era um tabu político já está a ser discutido nas reuniões ministeriais, nos Ministérios das Relações Exteriores e nos escritórios da UE", lê-se no artigo.

Marca-se que "o sinal mais claro" dos europeus chegou nesta semana através de vários canais. Assim, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, propôs a criação de um cargo de enviado especial europeu para as negociações.

Por sua vez, o líder francês, Emmanuel Macron, confirmou que está em andamento um "trabalho técnico" para estabelecer canais de diálogo. Já o presidente búlgaro, Rumen Radev, também pediu para "finalmente iniciar negociações" com o lado russo.

Ao mesmo tempo, segundo os autores do texto, a União Europeia está profundamente dividida. Sua hesitação, bem como a posição de alguns funcionários, como a da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pode levar a uma "perda final de importância", resume o artigo.

Anteriormente, ao responder a uma pergunta de jornalistas sobre um possível interlocutor nas negociações com a Europa, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou a opinião de que, pessoalmente, preferiria o ex-chanceler alemão Gerhard Schroder.

Ao mesmo tempo, Putin observou que os próprios europeus devem escolher um líder em quem confiassem e que não dissesse nada de desagradável à Rússia. O líder russo sublinhou que foi a Europa, e não a Rússia, que se recusou a negociar.