Quênia prende 8 estudantes suspeitos de incêndio criminoso em escola
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Autoridades quenianas prenderam oito alunas sob suspeita de incêndio em uma internato feminina que deixou 16 estudantes mortas, informou a polícia nesta sexta-feira (29).

O incêndio na Escola Secundária Utumishi Girls' Academy, em Gilgil, no centro-oeste do Quênia, começou na madrugada de quinta-feira e também feriu 79 estudantes.
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Os incêndios são comuns nas escolas quenianas, muitos deles provocados por estudantes que protestam contra a disciplina severa e as condições precárias, segundo os investigadores.
“As investigações preliminares identificaram oito estudantes como pessoas suspeitas de envolvimento com o planejamento e a execução do ataque”, afirmou a Diretoria de Investigações Criminais da polícia em comunicado.
"As oito meninas foram presas desde então e atualmente estão sob custódia da polícia."
O ministro da Educação, Julius Ogamba, disse em entrevista coletiva que as investigações preliminares descobriram que dois professores da escola secundária foram informados dos supostos planos das alunas, mas não agiram para impedi-los.
A escola também não demonstrou as regras de segurança, declarou ele, apontando a superlotação nos dormitórios e uma saída de emergência que estava trancada durante o incêndio.
Como resultado, o governo dissolveu o Conselho de Administração da escola e tomará as medidas legais e disciplinares impostas contra qualquer funcionário que tenha cumprido suas obrigações, disse Ogamba.
Um incêndio em 2024 em um internato primário no condado de Nyeri, na região central do Quênia, matou 21 alunos. Sua causa nunca foi estabelecida de forma conclusiva.
No pior incêndio na escola dos últimos tempos, 67 estudantes foram mortos em 2001 na Escola Secundária Kyanguli, nos arredores de Nairóbi, um incidente que as autoridades atribuíram a crimes de incêndio.
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