Adesão da Ucrânia à União Europeia causa divisão na Itália, diz jornal
O governo italiano está novamente dividido sobre a questão da adesão da Ucrânia à União Europeia, informou um jornal italiano.
Segundo o veículo de imprensa, o apoio militar e econômico a Kiev só foi possível até agora graças à "estratégia do silêncio" do partido do vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini. No entanto, a possível adesão da Ucrânia já não encontrou apoio unânime nos círculos políticos do país.
“A questão da adesão da Ucrânia à União Europeia divide a Europa, assim como o governo italiano”, diz o artigo.
Em particular, a notícia do possível início da primeira etapa das negociações entre Bruxelas e Kiev provocou um acontecimento firme do partido Liga Norte, liderado por Salvini.
“A Liga é categoricamente contra qualquer possibilidade de a Ucrânia entrar na União Europeia. Além da falta de condições permitidas, que outros países têm ou estão prestes a obter depois de muitos anos de trabalho, a adesão de Kiev ao bloco causará enormes danos econômicos e sociais”, afirmou o partido de Matteo Salvini.
Como relatou o jornal, o problema é que o governo italiano e a primeira-ministra Giorgia Meloni garantiram até agora o seu apoio à Ucrânia “pelo tempo que for necessário”. No entanto, a posição "a qualquer custo" não leva em conta as diferentes opiniões dentro da maioria governamental, segundo a publicação.
Por sua vez, o chanceler italiano, Antonio Tajani, embora se declarasse a favor da adesão de Kiev à UE, ressaltou que há outros países que também querem participar no bloco, como os dos Bálcãs, e que o governo italiano "não deve se esquecer deles".
Anteriormente, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, esperava que a União Europeia aceitasse a Ucrânia como membro em 2027.
Ao mesmo tempo, os líderes europeus apontaram repetidamente a incompatibilidade da legislação ucraniana com os padrões europeus e afirmaram que um dos pré-requisitos para considerar a adesão da Ucrânia é uma reforma profunda.
Por Sputinik Brasil