Flávio Bolsonaro celebra decisão dos EUA de classificar CV e PCC como organizações terroristas
O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a decisão do Departamento de Estado dos EUA, que designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos "terroristas globais".
Na rede social X, o senador repostou e escreveu "grande dia" na publicação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacando a designação de PCC e CV como organizações terroristas.
Em seguida, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a decisão e atribuiu a classificação a sua visita à Casa Branca, ocorrida na última última terça-feira (26).
"Fui trabalhar para eles serem tratados como terroristas, que é o que eles são", disse no vídeo.
Ele também agradeceu Rubio o presidente norte-americano Donald Trump por atenderem "rapidamente o pedido".
Equiparar facções a grupos terroristas ajuda?
Mais cedo, durante o I Fórum Internacional de Segurança em Moscou, Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, enfatizou que o país tem que combater o crime organizado com energia e determinação e rechaçou a ideia de classificar facções como terroristas.
"O crime organizado deve ser combatido com máxima energia e determinação. Mas equipará-lo ao terrorismo não ajuda. Ambos devem ser combatidos, mas compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crimes", disse.
À Sputnik Brasil, Ignacio Cano, professor do Departamento de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Laboratório de Análise da Violência (LAV), afirmou sobre o tema que a criminalidade no Brasil visa ao lucro, e não derrubar governos. Portanto, a classificação de facções como terroristas não faz sentido.