CRIME ORGANIZADO

EUA classificam PCC e CV como grupos terroristas

Por Sputinik Brasil Publicado em 28/05/2026 às 18:55
EUA incluem PCC e Comando Vermelho em lista de grupos terroristas globais, decisão gera reação do governo brasileiro. © telegram SputnikBrasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (28) que o Departamento de Estado classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como "terroristas globais especialmente designados".

Nas redes sociais, o secretário afirmou as organizações criminosas são as mais violentas do Brasil cuja influência se estende por toda a região e, inslusive, nos EUA.

"Hoje, classifiquei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos aos narcoterroristas", declarou ele.

Washington também pretende enquadrar as facções brasileiras como "organizações terroristas estrangeiras", segundo comunicado do Departamento de Estado, entrará em vigor em 5 de junho.Ontem (25), Rubio encontrou-se com o pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro, que declarou ter feito tal solicitação ao governo do presidente Donald Trump e que esta foi a principal pauta da reunião com Rubio, que durou cerca de 30 minutos.

O governo brasileiro já se posicionou contrário a classificação das organizações como grupo terrorista, pois abriria margem para intervenções estadunidenses no país, como operações militares como ocorreram em outros países.

Mais cedo, o senador também passou pelo Departamento de Estado dos EUA, onde se reuniu com o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e com Darren Beattie, assessor especial do governo Trump para assuntos relacionados ao Brasil.

Flávio afirmou que a viagem ocorreu após receber um convite para ir à Casa Branca, que não foi confirmado oficialmente. Na terça-feira (26), o senador esteve com o presidente Donald Trump.

A agenda em Washington ocorre em meio à crise na pré-campanha por conta da revelação, pela mídia brasileira, da relação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.