Oposição cobra explicações após PF trocar delegado de inquérito do INSS que investiga Lulinha
Parlamentares questionam substituição de delegado responsável por investigação sobre fraudes no INSS e quebra de sigilo de Lulinha.
Parlamentares da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva cobraram explicações públicas, nesta sexta-feira (15), sobre as substituições do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A troca gerou controvérsia porque o delegado afastado havia solicitado a quebra de sigilo das contas de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, e o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), informaram que encaminharam um ofício à direção-geral da PF cobrando esclarecimentos sobre a mudança no comando da investigação. O pedido foi apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, antes mesmo de a CPI do INSS aprovar medida semelhante.
A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi solicitada pela PF em janeiro de 2026 e autorizada por Mendonça. Documentos preliminares da investigação apontam a possibilidade de que Lulinha tenha recebido uma mesada de R$ 300 mil, comprovadamente ligada ao esquema, o que é negado pelo filho do presidente.
Na decisão que autorizou a quebra dos sigilos, Mendonça determinou que os provedores preservassem e-mails e arquivos associados a Lulinha. O ministro conduz não apenas o inquérito sobre as fraudes no INSS, mas também apurações relacionadas ao Banco Master, ampliando o escopo das investigações.