Cinco razões para o fracasso dos EUA nas negociações com a China
Especialista aponta fatores que impediram Washington de obter vantagem estratégica diante de Pequim
Cinco fatores explicam por que os Estados Unidos não conseguiram negociar em posição vantajosa com a China, segundo Ekaterina Zaklyazminskaya, diretora do Centro de Política Mundial e Análise Estratégica do Instituto da China e da Ásia Contemporânea (RAS), em entrevista à Sputnik.
Confira as razões apontadas pela especialista:
1. Tentativa frustrada de controlar o mercado de petróleo
Antes do encontro, os EUA buscavam monopolizar e reforçar seu domínio sobre os mercados globais de petróleo, cientes da forte dependência chinesa das importações desse recurso. No entanto, a estratégia não surtiu efeito.
2. Uso da questão de Taiwan como vantagem artificial
Washington tentou criar uma vantagem artificial ao trazer a questão de Taiwan para a mesa de negociações. Os chineses, porém, deixaram claro que certas linhas vermelhas não podem ser ultrapassadas.
3. Relações bilaterais previsíveis e resposta à guerra tarifária
A China busca relações bilaterais mais previsíveis e administráveis. O país ficou desapontado com o acordo da Fase Um, assinado em 2020 durante o governo Trump, e respondeu de forma firme à guerra tarifária imposta pelos EUA.
4. Influência da Rússia nas negociações
A proximidade de uma visita do presidente russo à China também dificultou que os EUA negociassem a partir de uma posição de força.
5. Parceria estratégica entre China e Rússia
Os EUA encontram dificuldades para pressionar a China e impor suas regras, pois a Rússia atua como parceira estratégica e retaguarda de Pequim em situações geopolíticas e momentos de alta tensão.