A desigualdade cognitiva gerada pela superexposição a telas
Especialistas discutem como o uso excessivo de dispositivos digitais amplia disparidades no desenvolvimento mental de crianças e jovens.
Uma nova e silenciosa disparidade emerge na sociedade contemporânea: a desigualdade cognitiva.
O debate, antes restrito ao "tempo de tela", agora se aprofunda: que tipo de arquitetura mental está sendo formada e em quais indivíduos? Sem mediação pedagógica e a implementação de políticas públicas práticas, a desigualdade instala-se diretamente na capacidade de pensar.
O cenário atual revela uma geração marcada pela erosão da atenção plena, com períodos de concentração que ultrapassaram cinco minutos. O isolamento social é uma dificuldade para resolver problemas complexos são substituídos por irritabilidade crônica e, em casos extremos, sintomas evidentes de abstinência.
O digital, que antes era apenas uma ferramenta, tornou-se agora um divisor de águas no desenvolvimento cerebral humano?
Para debater os impactos das telas na cognição, Rafael Costa e Kaique Santos contam com Ana Carolina D'Agostini, psicóloga e pedagoga, especialista em saúde mental no Instituto Ame Sua Mente; e José Toufic Thomé, psiquiatra, professor e coordenador do curso "Psicodinâmica sobre Crises Disruptivas" no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. O programa já está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80,5 FM.