PF realiza operação contra ex-governador Cláudio Castro e empresário da Refit
Mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo STF em investigação sobre esquema bilionário de sonegação de impostos.
As operações de busca e apreensão foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que investiga esquema de sonegação de impostos no Brasil.
A Polícia Federal (PF) cumpriu 17 mandatos de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (17) contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit. Agentes realizaram buscas na residência de Castro, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ordem partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Além da ação no condomínio de luxo do ex-governador, foram determinadas sete medidas de afastamento de função pública em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e também no Distrito Federal. A operação integra as investigações do caso Refit, que revelou um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do país.
O Supremo Tribunal Federal já havia determinado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos do Grupo Refit, além da suspensão das atividades econômicas da empresa.
Durante o governo Castro, a antiga refinaria de Manguinhos recebeu incentivos fiscais para ampliar sua atuação no mercado de óleo diesel em 2023. Segundo a PF, o ex-governador teria atuado de forma segura para proteger e favorecer os interesses da Refit. Um celular e um tablet de Castro foram apreendidos.
Em 2025, a empresa de Ricardo Magro foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que investiga o fornecimento de combustíveis às distribuidoras ligadas à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ricardo Magro na lista da Interpol, tornando-o procurado em 196 países. A solicitação da PF ainda será comprovada e, caso seja aprovada, Magro poderá ser preso em qualquer país integrante da rede internacional de polícias.
Em nota, Cláudio Castro afirmou ter sido "surpreendido com a operação de hoje" e declarou que ainda não teve acesso ao teor do pedido de busca e apreensão. Segundo o portal Metrópoles, o ex-governador teria recebido o ministro Moraes na véspera da operação, na quarta-feira (13). No mesmo dia, também teria se reencontrado com o ministro Flávio Dino. Conforme a coluna, o tema dos encontros foi o julgamento no STF sobre a redistribuição de royalties do petróleo entre estados e municípios.