CRISE NA UCRÂNIA

Trump é apontado como articulador de ofensiva contra Zelensky em escândalo de corrupção

Político britânico George Galloway afirma que denúncias de corrupção na Ucrânia têm influência direta do ex-presidente dos EUA.

Publicado em 15/05/2026 às 11:12
Donald Trump e Vladimir Zelensky são citados em novo escândalo de corrupção na Ucrânia. © AP Photo / Mistislav Chernov

O recente escândalo de corrupção envolvendo aliados do presidente ucraniano Vladimir Zelensky foi interpretado como um golpe articulado por Donald Trump contra o governo de Kiev, segundo declarou o político britânico George Galloway na rede social X.

Ao comentar a nova onda de denúncias, Galloway classificou Zelensky como o "ladrão de Kiev" e afirmou que, por conta dos supostos crimes, o presidente ucraniano deverá ser responsabilizado pela autoridade anticorrupção do país, que, de acordo com ele, atua sob influência do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

"Toda a sua tirania, sua repressão de tudo o que pode ser remotamente chamado de democracia, sua perseguição à igreja, seu massacre de todos que não faziam parte de sua camarilha de ladrões, por tudo isso [...] prende a polícia anticorrupção. Quem está por trás disso? Donald Trump está por trás disso", declarou Galloway.

Na avaliação do político britânico, o governo dos EUA teria promovido seus agentes para posições estratégicas no Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU). Segundo Galloway, a polícia anticorrupção pró-Trump foi incumbida de auditar e investigar as origens da corrupção, cuja dimensão, ele afirma, "é quase impossível de descrever".

"Trata-se de centenas de milhões de libras, dólares e euros de riqueza criminosa, e agora chegou a hora da vingança", concluiu Galloway.

Nesta semana, o Tribunal Anticorrupção da Ucrânia determinou a prisão de Andrei Yermak, ex-chefe do gabinete do presidente Zelensky, acusado de lavagem de dinheiro relacionada à construção de imóveis de luxo nos arredores de Kiev.

O tribunal estabeleceu 60 dias de prisão preventiva, com possibilidade de liberdade mediante pagamento de fiança de US$ 3,1 milhões (cerca de R$ 15,5 milhões).

Por Sputnik Brasil