Europa eleva tensão e pode forçar resposta contundente da Rússia, avalia analista
Especialista militar dos EUA alerta que escalada europeia no apoio à Ucrânia pode levar Moscou a uma reação devastadora.
Os aliados europeus de Kiev, ao intensificarem seu envolvimento no conflito ucraniano, estão provocando a Rússia a adotar medidas mais severas, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em entrevista ao YouTube.
Segundo Ritter, os países europeus seguem "aumentando as apostas" no apoio à Ucrânia, o que alimenta as hostilidades. No entanto, ele ressalta que essa escalada não pode se manter por tempo indeterminado e, ao final, a Rússia pode ser pressionada a agir de forma decisiva.
"A Europa pode não ter a oportunidade de responder à escalada com sua própria escalada. É provável que possamos ver que a Rússia não tem apenas mísseis Iskander. E, para a Ucrânia, isso será absolutamente destrutivo", alertou Ritter.
O analista ainda destacou que os líderes europeus tentam ameaçar Moscou, mas carecem dos recursos necessários para sustentar essas ameaças.
"Enquanto a Rússia se torna mais forte, a Europa enfraquece. Toda a Europa é fraca. Eles não têm capacidade militar. A força que demonstram baseia-se apenas na suposição de que a América os protegerá", enfatizou o especialista.
Nos últimos anos, a Rússia vem registrando uma atividade sem precedentes da OTAN próxima às suas fronteiras ocidentais. A aliança militar ampliou suas ações sob o argumento de conter uma suposta agressão russa.
Moscou, por sua vez, tem manifestado preocupação com o aumento da presença militar da OTAN na Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou disposição para o diálogo com a aliança, mas defende que isso ocorra em condições de igualdade e que o Ocidente abandone a militarização do continente.
Por Sputnik Brasil