Fiemg critica fim da 'taxa das blusinhas' e alerta para impactos na indústria nacional
Federação das Indústrias de Minas Gerais aponta riscos de concorrência desigual e ameaça a empregos com isenção para compras internacionais de até US$ 50.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação diante do anúncio do fim da chamada "taxa das blusinhas", tributo federal que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50. Segundo a entidade, a medida amplia a assimetria competitiva entre a indústria nacional e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.
De acordo com nota divulgada pela Fiemg, a indústria brasileira já enfrenta elevados custos de produção, alta carga tributária e desafios logísticos, fatores que impactam negativamente sua competitividade. "Nesse cenário, a retirada da tributação sobre produtos importados de baixo valor tende a aprofundar a concorrência desigual enfrentada pelas empresas nacionais, especialmente pelos pequenos e médios negócios", destacou a entidade.
A federação defende a adoção de políticas que garantam isonomia competitiva entre produtos nacionais e importados, visando o desenvolvimento econômico e industrial do País.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no início da noite, uma Medida Provisória zerando o imposto. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que "o contrabando foi eliminado" com a taxa das blusinhas, o que possibilitou ao governo extinguir o tributo. Já a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que a decisão foi cuidadosamente analisada pelo governo.