ENVELHECIMENTO E SAÚDE

A arte de viver mais: como a criatividade protege o cérebro brasileiro?

Pesquisa da USP revela que atividades criativas podem retardar o envelhecimento cerebral em até sete anos e reduzir riscos de doenças como Alzheimer.

Por Sputinik Brasil Publicado em 12/05/2026 às 15:00
A arte de viver mais: como a criatividade protege o cérebro brasileiro? Depositphotos

O Brasil está envelhecendo, e os dados comprovam essa tendência: a pirâmide etária do país se inverteu. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), quase 60% da população brasileira já passou dos 30 anos.

No entanto, o grande desafio não é apenas aumentar a expectativa de vida, mas garantir qualidade nesse tempo extra. Uma descoberta recente de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aponta que a criatividade é uma poderosa aliada contra o declínio cognitivo. Práticas como dança, música e pintura vão além do entretenimento: funcionam como uma "reserva cerebral", capaz de retardar o envelhecimento da mente em até sete anos, reduzindo significativamente o risco de doenças como o Alzheimer.

Como estimular a criatividade para conquistar uma velhice mais saudável e longeva? Para debater o cenário brasileiro, Rafael Costa e Kaique Santos recebem Milton Crenitte, médico geriatra, doutor em ciências pela USP e consultor em longevidade; Dr. Renato Anghinah, professor titular de neurologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e professor livre-docente em neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); e Thais Bento Lima-Silva, gerontóloga, professora do curso de gerontologia da USP e PhD em neurologia pela mesma universidade. O conteúdo está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

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