Navio russo pode ter transportado reatores nucleares para a Coreia do Norte, aponta CNN
Embarcação afundou perto da Espanha em dezembro de 2024; explosão pode ter sido causada por operação militar ocidental, segundo fontes.
Um navio cargueiro russo que afundou no final de 2024, próximo à costa da Espanha, teria transportado materiais suspeitos de serem reatores nucleares destinados à Coreia do Norte, segundo reportagem da CNN Internacional divulgada nesta terça-feira, 12.
Fontes ouvidas pela emissora sugerem que a explosão do navio pode ter resultado de uma operação militar conduzida por forças ocidentais, com o objetivo de impedir a transferência de tecnologia nuclear da Rússia para Pyongyang.
A embarcação, batizada de Ursa Major, era um cargueiro das forças russas e navegava em águas internacionais, a cerca de 96 quilômetros da costa espanhola, quando explodiu em 23 de dezembro de 2024. Dois tripulantes morreram e outros 14 foram resgatados. O navio havia partido dois meses após Kim Jong-un enviar tropas para auxiliar a Rússia na invasão da Ucrânia.
Segundo a CNN, embora o incidente tenha sido noticiado pela imprensa internacional na época, as causas da explosão nunca foram oficialmente esclarecidas. No entanto, fontes ligadas à investigação conduzida pela Espanha apontaram à emissora que a embarcação pode ter sido atingida por um tipo incomum de torpedo, supostamente disparado por forças ocidentais.
Na ocasião, o Kremlin declarou que o navio transportava apenas equipamentos quebra-gelo e guindastes destinados ao porto de Vladivostok. As autoridades russas, porém, não explicaram por que o cargueiro navegava tão próximo à costa espanhola. Documentos da investigação obtidos pela CNN indicam que o navio havia atracado anteriormente no porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia.
Até o momento, apenas o governo espanhol divulgou uma nota oficial sobre o caso, em fevereiro do ano passado. No comunicado, as autoridades relataram que, segundo o capitão, a carga continha componentes para dois reatores nucleares (semelhantes aos usados em submarinos), embora ele não soubesse confirmar a presença de combustível nuclear.