Coreia do Sul adia decisão sobre importação de carne bovina do Brasil
Visitas técnicas a frigoríficos brasileiros foram canceladas, postergando a esperada abertura do mercado sul-coreano para o produto nacional.
A Coreia do Sul cancelou as inspeções previstas em frigoríficos brasileiros, adiando a aguardada decisão sobre a abertura de seu mercado à carne bovina do Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a entrada da carne bovina brasileira no mercado sul-coreano, especialmente após a China impor novas regras de importação no final de 2023. Até o momento, o Ministério da Agricultura e Pecuária não se manifestou oficialmente sobre o adiamento.
Em fevereiro deste ano, o então ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, acompanhou o presidente Lula em visita oficial à Coreia do Sul e afirmou que o governo havia avançado para viabilizar a "tão sonhada auditoria" na carne bovina brasileira, etapa fundamental para a abertura do mercado asiático.
Em dezembro passado, a China anunciou medidas de salvaguarda para a importação de carne bovina, conforme comunicado pelo Ministério do Comércio (Mofcom). Entre as medidas, foi estabelecida uma cota específica por país, com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem o limite permitido, segundo antecipou o Estadão/Broadcast.
O Brasil, principal fornecedor de carne bovina à China, recebeu uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas extras até 2026.
No domingo, 10, o Ministério do Comércio da China informou que, no sábado, 9, as importações já haviam atingido 50% da cota anual prevista para 2026.
De acordo com o comunicado n.º 32/2026 do Departamento de Remédios Comerciais, o volume registrado corresponde ao limite estabelecido no anúncio ministerial de 2025.
O governo chinês alertou que, ao atingir 100% da cota, será aplicada uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa vigente, a partir do terceiro dia após o esgotamento do teto estabelecido.