Ouro recua após inflação nos EUA surpreender e tensões geopolíticas persistirem
Queda do metal precioso reflete aceleração da inflação americana e impasse entre EUA e Irã sobre conflito no Oriente Médio
O ouro fechou em baixa nesta terça-feira (12), influenciado pela aceleração da inflação nos Estados Unidos e pela continuidade do impasse entre EUA e Irã sobre a guerra no Oriente Médio. O cenário geopolítico, aliado à pressão inflacionária, levou também à queda da prata, que havia subido fortemente no pregão anterior.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para junho recuou 0,9%, encerrando a US$ 4.686,7 por onça-troy.
As exigências nucleares seguem como principal entrave para um acordo entre Estados Unidos e Irã. O presidente americano, Donald Trump, afirmou não ter pressa para encerrar o conflito, classificando-o como "questão de tempo". O aumento das tensões favoreceu a valorização do dólar, tornando o ouro mais caro para compradores fora dos EUA.
Além disso, a inflação americana avançou 0,6% em abril na comparação mensal, com alta anual de 3,8%, superando as expectativas de especialistas consultados pelo Projeções Broadcast. Segundo analistas do ANZ, investidores dividem-se entre a "ansiedade geopolítica e as preocupações crescentes com a inflação". O mercado agora aguarda a confirmação do indicado de Trump à presidência do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh.
A prata para julho também registrou queda, recuando 0,41% e fechando a US$ 85,591, após alta superior a 6% na segunda-feira. Para a DHF Capital, os preços do metal devem se manter sustentados pela demanda industrial e pelo seu papel como investimento de segurança. "A demanda por eletrificação, energia renovável, eletrônicos, infraestrutura de IA e produção automotiva pode ajudar a limitar a pressão de baixa", avaliam os especialistas.
Com informações de Dow Jones Newswires