Pentágono tem planos para aumentar ou reduzir confronto com Irã, afirma secretário
Em audiência no Congresso, Pete Hegseth diz que diferentes cenários estão prontos, mas evita detalhar estratégia militar dos EUA diante de críticas sobre prolongamento do conflito.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, evitou nesta terça-feira (12) detalhar planos adicionais para reduzir a operação militar americana contra o Irã, em meio ao aumento das críticas no Congresso sobre a duração do conflito e a ausência de autorização formal dos parlamentares.
Durante audiência na Câmara dos Representantes, Hegseth afirmou que o Pentágono possui diferentes planos operacionais preparados, mas não especificou quais seriam os próximos passos da campanha militar. "Temos um plano para escalar, se necessário. Temos um plano para retroceder, se necessário. Temos um plano para reposicionar ativos", disse o secretário, ao responder à deputada democrata Betty McCollum, que questionou se o governo possui um "plano B" para reduzir as operações.
A audiência ocorre em meio a crescentes preocupações no Congresso, inclusive entre republicanos, sobre o prolongamento da guerra com o Irã e seus impactos militares e políticos. Hegseth também rebateu críticas sobre possíveis dificuldades dos EUA para recompor estoques de bombas e mísseis usados no conflito. Segundo ele, os relatos sobre escassez de munições foram "exagerados de forma tola e inútil" .
“O tema das munições foi exagerado de forma imprudente e inútil”, afirmou Hegseth. "Sabemos exatamente o que temos, e temos tudo o que precisamos."
As declarações feitas dias após o senador democrata Mark Kelly afirmaram à emissora CBS que era "chocante" o nível de utilização dos estoques militares americanos desde o início da guerra. Em resposta, Hegseth acusou Kelly nas redes sociais de divulgar informações sigilosas do Pentágono, dizendo que o senador estava "falando bobagens na TV" sobre um briefing classificado recebido no Departamento de Guerra.
Com informações da Associated Press