Brasileiros ampliam presença em mercado criptomoedas, mas medo ainda limita investimentos
Apesar do crescimento do mercado cripto no país, receios ligados à volatilidade, fraudes e falta de conhecimento ainda afastam parte dos investidores
Brasil, maio de 2026 - O número de brasileiros que investem ou já investiram em criptomoedas cresce de forma consistente. Estimativas apontam que cerca de 59 milhões de pessoas no país já tiveram contato com esses ativos, o equivalente a aproximadamente 37% da população adulta. Entre os investidores, 42% afirmam já ter comprado criptomoedas ao menos uma vez, segundo levantamentos do setor.
O volume financeiro também confirma a expansão do mercado. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil movimentou cerca de US$ 318,8 bilhões (aproximadamente R$ 1,7 trilhões) em criptomoedas, um crescimento de 109,9% em relação ao período anterior. Com esse desempenho, o país se consolidou como líder do mercado cripto na América Latina e ocupa atualmente a quinta posição no ranking global de adoção desses ativos, considerando volume de transações, número de usuários e uso em pagamentos e investimentos.
Dados recentes mostram um avanço no perfil do investidor e na regionalização do mercado de ativos digitais no Brasil. Segundo o relatório “Raio-X do Investidor de Ativos Digitais 2025”, o setor cresceu 43% em 2025, enquanto o investimento médio por usuário ultrapassou R$ 5,7 mil. O estudo também aponta que cerca de 18% dos investidores já diversificam aplicações em mais de um ativo digital. A região Sudeste concentra a maior parte das negociações, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Jovens de até 24 anos lideraram a expansão do mercado, com crescimento de 56% na participação, enquanto Bitcoin, Tether, Ethereum e Solana figuraram entre os ativos mais negociados no país.
Apesar da adesão crescente, o medo ainda é um fator importante para muitos brasileiros. A principal barreira está na falta de conhecimento sobre como funcionam os criptoativos e as tecnologias associadas, como blockchain e carteiras digitais. “Grande parte das pessoas ainda vê a criptomoeda como algo complexo ou pouco transparente. Quando o investidor não entende exatamente como funciona, a tendência natural é evitar esse tipo de investimento”, afirma Cleverson Pereira, head de educação da OnilX.
Outro fator que reforça a desconfiança é o histórico de fraudes e esquemas associados ao setor, além da alta volatilidade do mercado. Variações bruscas de preço podem gerar a percepção de risco elevado e dificultar a compreensão do valor real dos ativos. Para Pereira, o avanço da regulamentação e da educação financeira tende a reduzir essas barreiras. “O Brasil tem potencial para se tornar um dos maiores mercados cripto do mundo. Mas a confiança do investidor virá menos da tecnologia em si e mais de educação financeira, informação qualificada e segurança institucional”, conclui.
Educação contínua e expansão
Com uma operação intuitiva e flexível, semelhante às plataformas de streaming, a AVO Educacional oferece videoaulas de curta duração, entre 8 e 15 minutos, garantindo foco e retenção de conteúdo. “Mais do que conversar com nossos clientes e assessores, buscamos oferecer uma linguagem única e democrática para todos que queiram aprender sobre esses temas”, diz Pereira. “Para esse ano, estamos preparando o lançamento de novos cursos e de uma certificação em ativos digitais, consolidando nossa atuação como um dos principais hubs de formação para quem deseja entender, operar e construir no universo dos ativos digitais no Brasil”, completa o especialista.