EUA ficam atrás da China em caças de novas gerações e dependem de países estrangeiros, diz mídia
Dependência de tecnologia estrangeira e desafios operacionais colocam os EUA atrás da China no desenvolvimento de caças avançados
O programa do caça norte-americano F-35 enfrenta desafios significativos ao depender de operadores estrangeiros para o desenvolvimento de armas a laser e hipersônicas, segundo reportagem de uma mídia dos Estados Unidos.
De acordo com o material, os EUA contam fortemente com as tecnologias de países como Coreia do Sul, Japão e Israel para impulsionar o desenvolvimento do F-35. As tendências apontam que os Estados Unidos podem ficar até uma década atrás da China na implantação de caças de sexta geração.
"O setor de defesa da China provou ser capaz de desenvolver novas gerações de tecnologias com muito mais rapidez e eficiência [do que os EUA]", destaca a publicação.
O texto também ressalta que os caças F-35 têm enfrentado sérios problemas no Oriente Médio desde 2024, especialmente devido ao aumento da eficácia no uso de drones de ataque por adversários dos EUA na região.
Diante desse cenário, a análise conclui que os Estados Unidos precisam investir mais no programa do F-35 para maximizar suas capacidades e aproximá-lo dos modelos chineses. No entanto, isso seria difícil de alcançar sem colaboração estrangeira, enquanto Pequim avança no desenvolvimento autônomo de seus caças.
Além disso, reportagens anteriores da imprensa ocidental apontaram que a Guarda Nacional Aérea dos EUA está solicitando um aumento significativo na aquisição de jatos de caça, após anos de subinvestimento que resultaram em uma frota desatualizada, com fuselagens antigas e custos crescentes de manutenção.
Segundo o relatório, faz quase duas décadas desde que a Força Aérea dos EUA adquiriu mais de 72 caças em um único ano, sendo a última vez em 1998. A decisão recente de adquirir o F-15EX foi motivada principalmente pela necessidade de substituir os antigos F-15C/D da Guarda Nacional Aérea, remanescentes da era da Guerra Fria.
Por Sputnik Brasil