CIÊNCIA

Astrônomos avançam na explicação do mistério das origens dos raios cósmicos de energia ultra-alta

Nova hipótese sugere que partículas ultraenergéticas podem ser formadas por núcleos atômicos mais pesados que o ferro, restringindo as possíveis fontes cósmicas.

Publicado em 12/05/2026 às 02:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os astronômicos deram um passo importante para desvendar o mistério das origens dos raios cósmicos de energia ultra-alta (UHECRs, na sigla em inglês). Segundo um estudo publicado na revista Physical Review Letters , esses raios podem ser gerados por núcleos de átomos mais pesados ​​do que o ferro, uma hipótese apresentada por físicos teóricos.

Os UHECRs são partículas transportadas com energias tão elevadas que não podem ser reproduzidas em aceleradores terrestres. Tais partículas são extremamente raras na Terra. Entre os exemplos mais conhecidos estão a partícula Amaterasu, detectada pelo observatório Telescope Array em Utah, em 2021, e a famosa partícula Oh-My-God, registrada em 1991, conforme detalhes do portal Phys.org .

De acordo com os autores do estudo, quanto mais pesado o núcleo da partícula, mais lentamente ela perde energia ao atravessar o espaço. Se essas hipóteses forem confirmadas — e os cálculos já apontam nessa direção —, isso restringe o número de fontes cósmicas capazes de acelerar tais partículas a velocidades tão extremas.

"Os UHECRs só podem ser acelerados pelas fontes mais poderosas do Universo. Ao detectar partículas individuais de raios cósmicos, como o Amaterasu, na Terra, podemos usar sua energia, direção de entrada e desvio esperado nos campos magnéticos para deduzir uma fonte possível", explica Kohta Murase, professor de física, astronomia e astrofísica da Faculdade de Ciências Eberly da Universidade da Pensilvânia e líder da equipe de pesquisa.

Por Sputnik Brasil