Banco Central reforça segurança em transferências eletrônicas internacionais
Nova resolução estabelece regras mais rígidas para operações eFX e amplia uso para investimentos
A partir de outubro, pagamentos e transferências eletrônicas internacionais (eFX) passarão a seguir novas regras de segurança e transparência. O Banco Central (BC) aprovou nesta quinta-feira (30) uma resolução que limita a execução desse serviço a instituições autorizadas pelo órgão.
Instituições sem autorização poderão continuar operando o eFX, mas deverão solicitar permissão ao BC até maio de 2027 para manterem suas atividades.
A nova resolução determina que as instituições prestadoras do serviço deverão enviar mensalmente informações detalhadas ao Banco Central. Além disso, será obrigatório o uso de contas separadas para a movimentação dos recursos dos clientes de eFX.
Segundo o BC, as novas regras são resultado de consulta pública realizada em 2025 e buscam alinhar a regulamentação brasileira aos padrões internacionais.
Ampliação
Apesar do reforço na segurança do serviço eFX, o BC ampliou a possibilidade de uso para investimentos nos mercados financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior. O limite permanece em US$ 10 mil por transação, assim como nas demais operações.
O serviço eFX, regulamentado pelo BC em 2022, pode ser utilizado para:
• pagamento de compras no exterior;
• contratação de serviços internacionais;
• transferências de recursos.
Diferentemente das operações tradicionais de câmbio, o eFX não exige contratos individuais para cada transação.