Move Brasil 2 terá R$ 14,5 bi do Tesouro e aporte de R$ 6,7 bi do BNDES
Novo programa de crédito para ônibus e caminhões soma R$ 21,2 bilhões e promete impulsionar empregos e modernização da frota.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou que o Move Brasil 2, novo programa de crédito voltado à aquisição de ônibus e caminhões, contará com R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e um aporte adicional de R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No total, serão destinados R$ 21,2 bilhões ao programa, sendo R$ 2 bilhões reservados exclusivamente para caminhoneiros autônomos, que terão condições diferenciadas de prazo e carência, segundo o ministro. Outros R$ 2 bilhões serão voltados para linhas de ônibus.
Segundo Márcio Elias Rosa, o crédito oferecido pelo governo tem como objetivo garantir empregos no Brasil e fortalecer a indústria nacional. Ele destacou que a expectativa do governo é que o setor produtivo contribua para a geração de empregos e distribuição de bons salários.
“O Move Brasil 2 é crédito com resultado produtivo. Reduz custos para quem transporta, fortalece quem fabrica, moderniza nossa infraestrutura e contribui para um transporte mais seguro e sustentável. E sabemos que contaremos com o compromisso do setor produtivo de garantir empregos mantidas as condições atuais, porque é o que se espera do setor produtivo. A contrapartida que se espera é justamente a geração de emprego, distribuição de bons salários”, afirmou o ministro.
O anúncio foi feito em evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 30. Márcio Elias Rosa ressaltou que o Brasil é um país que se move sobre rodas, com mais de 60% da carga nacional transportada por rodovias, e alertou que a frota antiga representa custos elevados para trabalhadores, meio ambiente e economia.
“Lula quer romper esse ciclo e encomendou que fizéssemos a nova versão do Move, o Move Brasil 2, que amplia essa linha de crédito. Damos um passo ainda mais largo”, declarou o ministro.
O evento ocorre no Palácio do Planalto, sem acesso da imprensa presencial, mas com transmissão ao vivo pelo governo. Participam também os ministros da Fazenda, Dario Durigan; da Casa Civil, Miriam Belchior; do Planejamento, Bruno Moretti; do MDIC, Márcio Elias Rosa; e da Secretaria Geral, Guilherme Boulos.