SAÚDE

Sedentarismo avança e eleva riscos cardíacos no Brasil

Crescimento da obesidade e falta de atividade física acendem alerta para doenças cardiovasculares

Publicado em 30/04/2026 às 15:34

O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde. Para o cardiologista José Leitão, da Hapvida, o cenário reflete o avanço de hábitos sedentários e reforça o alerta para os impactos diretos no coração.

“O sedentarismo é um dos inimigos mais silenciosos do coração. Ficar muitas horas sentado, não praticar atividade física regular e manter uma rotina de baixa movimentação aumenta significativamente o risco de hipertensão, infarto, AVC, diabetes, obesidade e morte cardiovascular precoce”, afirma.

O especialista chama atenção para um fator que agrava ainda mais o problema: a falsa sensação de saúde. “Muitas pessoas se consideram ‘saudáveis’ apenas porque não sentem sintomas”, destaca.

Segundo ele, doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa, sendo detectadas apenas em estágios mais avançados, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações graves.

O cardiologista reforça que a prática de exercícios físicos deve ser encarada como parte essencial da rotina. “Exercício não é opcional, é parte do tratamento e da prevenção”, pontua. Leitão ressalta que não é necessário começar com grandes mudanças. “Não precisa começar com extremos. Precisa começar!”, reforça.

O acompanhamento multidisciplinar garante uma rotina de treinos segura, pois a atuação integrada de profissionais como cardiologistas, nutricionistas e educadores físicos permite identificar riscos, ajustar a intensidade das atividades e promover um cuidado mais completo com o corpo. “Esse suporte é fundamental, sobretudo para iniciantes ou pessoas com fatores de risco, evitando complicações e garantindo que o exercício cumpra seu papel de proteger e não colocar em risco a saúde do indíviduo”, conclui Leitão.