BCE mantém juros estáveis diante de incertezas geopolíticas e alta da inflação
Banco Central Europeu opta por estabilidade nas taxas, mesmo com inflação em alta e tensão no Oriente Médio.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalteradas as suas principais taxas de juros pela sétima vez consecutiva nesta quinta-feira, 30, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e ao avanço da inflação na zona do euro, impulsionada pelo aumento dos preços de energia.
Após a reunião de política monetária, o BCE manteve a taxa de depósito em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimos em 2,40%. A decisão ficou em linha com as expectativas dos analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Antes de interromper o ciclo de juros de juros, em julho do ano passado, o BCE havia reduzido os juros em oito receitas, em um processo iniciado em meados de 2024.
A decisão de manter os custos de empréstimos ocorre num contexto de impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Teerã pressionou Washington para suspender o bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto os EUA condicionaram as conversas à inclusão do programa nuclear iraniano, medida rejeitada pelo regime persa.
Mesmo com a forte aceleração da inflação na zona do euro nos últimos meses, especialmente devido aos preços de energia, os juros foram mantidos. Dados divulgados recentemente mostram que a inflação anual do bloco atingiu 3% em abril, frente a 2,6% em março, afastando-se ainda mais da meta oficial de 2% do BCE. Em fevereiro, o índice estava em 1,9%.
Nas últimas semanas, os dirigentes do BCE sinalizaram a possibilidade de ajuste nas taxas de juros na próxima reunião, em junho, dependendo da evolução do conflito no Oriente Médio.