ECONOMIA

Setor público registra déficit primário de R$ 80,68 bilhões em março, aponta BC

Resultado é o maior para o mês de março desde o início da série histórica, em 2002

Publicado em 30/04/2026 às 09:18
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Correção: O texto anterior informou incorretamente o resultado comparativo para março. O valor divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central é o maior já registrado para o mês de março desde o início da série histórica, em 2002. Segue a versão corrigida:

O setor público consolidado — que inclui governo central, Estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobras) — apresentou déficit primário de R$ 80,676 bilhões em março, após déficit de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (30). Em março de 2025, o resultado havia sido superavitário em R$ 3.588 bilhões.

O déficit registrado superou as estimativas coletadas pela pesquisa Projeções Broadcast, que previam valores negativos entre R$ 64 bilhões e R$ 75,40 bilhões, com mediana de R$ 67,8 bilhões.

O resultado é o maior para o mês de março desde o início da série histórica, em 2002.

Em março de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) acumulou déficit primário de R$ 74.813 bilhões, conforme a metodologia do BC. Estados e municípios apresentaram déficit de R$ 5.394 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram déficit de R$ 469 milhões.

Separadamente, os Estados tiveram déficit de R$ 5.424 bilhões e os municípios, superávit de R$ 29 milhões.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a março de 2026, o setor público consolidado apresenta superávit primário de R$ 6,624 bilhões, equivalente a 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme informado o Banco Central.

O resultado reflete déficit primário de R$ 17,046 bilhões nas contas do governo central (0,53% do PIB), compensado por superávit de R$ 29,576 bilhões nos governos regionais (0,92% do PIB). As empresas estatais acumulam déficit de R$ 5,902 bilhões, ou 0,18% do PIB.

Entre os governos regionais, os Estados registraram superávit de R$ 22,101 bilhões no primeiro trimestre (0,69% do PIB), enquanto os municípios apresentam saldo positivo de R$ 7,476 bilhões (0,23% do PIB).