Banco da Inglaterra mantém juros e sinaliza possível alta diante de inflação pressionada
Decisão foi tomada por maioria de 8 a 1, com banco central avaliando riscos inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio.
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu nesta quinta-feira (30) manter a taxa básica de juros em 3,75%, com placar de 8 votos a 1. A instituição sinalizou, porém, que pode elevar os custos de empréstimos em breve, diante da persistência da inflação impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
De acordo com a ata, o único voto dissidente foi do economista-chefe Huw Pill, que defendeu um aumento de 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para 4%.
O comunicado do BoE destacou que as condições financeiras mais restritivas devem contribuir para a redução da inflação, mas reforçou que o banco central segue atento e preparado para agir, se necessário, a fim de trazer o índice de preços de volta à meta estabelecida.
A autoridade monetária apresentou ainda três cenários para os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia britânica, refletindo a elevada incerteza no ambiente global. Embora as pressões inflacionárias tenham se intensificado com a escalada geopolítica, o BoE avaliou que o enfraquecimento da atividade econômica pode ajudar a conter parte dessas pressões.
Em sintonia com a postura adotada na véspera pelo Federal Reserve (Fed), o BoE preferiu aguardar mais evidências sobre a trajetória da inflação antes de ajustar os juros. Ainda assim, deixou claro que o balanço de riscos permanece inclinado para um aperto adicional, caso as pressões de preços persistam.