SEGURANÇA PÚBLICA

Influenciador relata furto de celular em ônibus após golpe do 'vômito de bebê'

Vítima teve celular e documentos roubados após criminosos simularem vômito para distraí-lo em transporte público de São Paulo.

Publicado em 29/04/2026 às 19:27
Guilherme Giaretta Reprodução / Instagram

Um criador de conteúdo de São Paulo relatou, em vídeo publicado nas redes sociais, ter sido vítima do chamado "golpe do vômito" dentro de um ônibus quando retornava do trabalho na semana passada.

Guilherme Giaretta contou que teve seu celular e documentos furtados por criminosos que sujaram sua camiseta com um líquido semelhante a vômito. A postagem já ultrapassava cinco mil compartilhamentos e 50 mil curtidas no Instagram até esta quarta-feira, 29.

"Eu estava dentro do ônibus, voltando do trabalho, sentado. Não estava com o celular na mão, ele estava no bolso. De repente, um homem me cutucou, apontou para minhas costas e percebi que havia algo parecido com vômito escorrendo pelo banco e sujando minha camiseta", relatou Giaretta.

Segundo o influenciador, ao sentar-se, não havia nada no banco. "Fiquei desesperado. Não vi ninguém vomitando ali. O homem falava em espanhol, repetia que uma criança de colo havia acabado de vomitar e que a mãe já tinha descido do ônibus", acrescentou.

Nesse momento, Giaretta já estava cercado por dois homens que, supostamente, tentavam ajudá-lo a se limpar. "Eu estava tão em choque, com as costas sujas, que nem consegui pensar direito", disse.

"O homem puxava minha camiseta e dizia: 'não, eu vou limpar'. Ele pegou um lenço e ficava limpando", afirmou.

Apesar do incômodo, o influenciador destacou que o líquido não tinha cheiro de vômito. "Basicamente, jogaram aquilo na minha roupa para me distrair. Me envolveram naquela situação de forma que eu realmente fiquei desesperado", relatou.

Ele estava na linha 175P-10 (Ana Rosa) e informou que os suspeitos desceram no ponto seguinte. "Procurei meu celular e não encontrava de jeito nenhum. Foi quando percebi que tinha sido furtado", contou.

O furto foi percebido ainda dentro do ônibus, próximo à estação Clínicas, na Avenida Doutor Arnaldo, em Perdizes. Somente nesta via, foram registrados 11 casos de furto de celular, conforme dados do Radar da Criminalidade de fevereiro deste ano.

Casos semelhantes desde 2023

O relato de Giaretta é semelhante ao de Mirian de Almeida, também criadora de conteúdo digital. Ela relatou nas redes sociais que, em setembro do ano passado, teve o celular furtado em um ônibus com itinerário para o bairro São Mateus.

"Perto da estação São Lucas, um homem que falava espanhol me avisou que minha roupa estava suja. Eu estava editando vídeo e, quando vi, realmente estava suja. Fiquei desesperada, parecia vômito", contou. Segundo ela, depois disseram que poderia se tratar de pasta de amendoim.

O homem ofereceu ajuda e um guardanapo para a limpeza. "Limpei rapidamente, em dez segundos. Ele disse que seu ponto havia chegado, agradeci e ele desceu. Assim que ele desceu, percebi o sumiço do celular", relatou Mirian, que acredita que o homem não agia sozinho.

O que diz a SSP

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que uma ocorrência de furto de celular em transporte público foi registrada em 22 de abril, no 78º Distrito Policial, nos Jardins. O caso está sendo investigado.

A SSP orienta que, ao perceber atitudes suspeitas, as vítimas acionem imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, informando o máximo de detalhes possível para que uma viatura possa se deslocar ao local. É fundamental também formalizar o boletim de ocorrência para que o caso seja devidamente investigado e os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.