Ghalibaf afirma que Irã já frustrou seis planos dos EUA e alerta para nova fase de pressão
Presidente do Parlamento iraniano destaca resistência do país a estratégias americanas e pede unidade nacional diante de ameaças.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou em mensagem de áudio à população que o país já derrotou "seis planos" dos Estados Unidos desde o início da guerra. Ghalibaf advertiu para uma "nova fase" de pressão, que incluiria bloqueio naval, pressão econômica e tentativas de fomentar divisões internas.
De acordo com Ghalibaf, o primeiro plano teria sido "acabar com o sistema em três dias" por meio do assassinato do então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de comandantes militares, o que, segundo ele, fracassou. Em seguida, o "inimigo" teria tentado destruir o sistema de defesa aérea do país, mas "o ritmo dos nossos mísseis e dos nossos drones continua e avança com força".
O presidente do Parlamento também acusou adversários de tentarem "venezuelizar" o Irã, ativar movimentos separatistas no oeste do país e planejar um golpe durante o festival de Chaharshanbe Suri, a tradicional "quarta-feira do fogo". Segundo ele, todas as tentativas foram frustradas pela "presença coesa e ativa" da população e pela atuação das forças militares e de inteligência.
Ghalibaf afirmou ainda que houve uma tentativa de ataque terrestre, testada de maneira experimental em Isfahan, que classificou como "uma vergonha, como Tabas" — referência ao fracasso da operação militar americana no deserto iraniano em 1980.
Ao citar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse que o americano divide o Irã em duas categorias — radicais e moderados — e menciona um bloqueio naval "até que o Irã consiga fazer um acordo". "O plano dele é totalmente claro: forçar o Irã a se render por meio de pressão econômica e de divergências internas", declarou.
Por fim, Ghalibaf pediu unidade nacional e afirmou que as autoridades militares e políticas estão "completamente unidas" em torno das ordens do líder supremo, Mojtaba Khamenei. "Nós, nesta guerra, chegaremos a uma vitória brilhante", concluiu.