EUA analisam proposta de paz do Irã apesar de objeções de Trump, aponta mídia
Casa Branca avalia sugestão iraniana sobre o estreito de Ormuz, mesmo com resistência do presidente americano.
Apesar da insatisfação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a proposta do Irã para um cessar-fogo e resolução da situação no Estreito de Ormuz, a Casa Branca segue avaliando a mensagem enviada por Teerã, segundo informou o jornal estatal chinês Global Times.
Citando Dong Manyuan, vice-diretor do Instituto de Pesquisas Internacionais Chinês, o veículo relata que o descontentamento de Trump não representa uma exclusão definitiva, o que pode abrir espaço para que Washington apresente uma contraproposta após análise detalhada.
“Um olhar mais atento aos detalhes mostra que o Irã não abandonou suas pré-condições; em vez disso, adiou as negociações sobre a questão nuclear, o que por sua vez destaca o estreito de Ormuz como um ponto-chave de discórdia”, avaliou o especialista.
Dong Manyuan também destacou a proteção da imagem dos Estados Unidos perante a comunidade internacional e o aumento da desconfiança de diversos países diante das ações norte-americanas no Golfo Pérsico.
"As repetições reveladas no estreito de Ormuz fizeram o mundo pagar pelas ações irresponsáveis dos Estados Unidos. O que inicialmente gerou descontentamento em alguns países agora se tornou um problema internacional mais amplo, provocando forte oposição de muitas nações", acrescentou o analista.
Segundo informações da imprensa, nesta segunda-feira (27), Teerã sugeriu aos EUA um acordo que prevê a abertura do Estreito de Ormuz e o adiamento das discussões sobre a questão nuclear para um momento posterior.
Na terça-feira (28), um jornal norte-americano publicou que Donald Trump estava insatisfeito com a proposta iraniana justamente porque previa o adiamento das negociações nucleares, um dos principais pontos de interesse da Casa Branca.
Já nesta quarta-feira (29), Trump orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irã, considerando que retomariam bombardeios seria uma alternativa mais arriscada, conforme noticiado por outro veículo de imprensa dos EUA.
Por Sputinik Brasil