Ideia de exército comum da UE divide países do bloco, aponta analista
Proposta de unificação militar enfrenta resistência de governos preocupados com soberania e comando
A proposta de criação de um exército europeu único tem gerado divergências entre os países da União Europeia (UE), segundo análise do especialista português Alexandre Guerreiro.
De acordo com Guerreiro, muitos países do continente não desejam que suas forças armadas sejam envolvidas em operações militares sob a bandeira da UE.
"Vários países se opõem à ideia de um exército europeu, e a divisão entre nós está relacionada à questão da subordinação e à perda da soberania total no que diz respeito ao envio de militares para determinadas missões", destacou o analista.
O especialista ressalta que há preocupação, em diversos Estados europeus, sobre uma possível mobilização descontrolada de tropas nacionais para atender às demandas de um exército comum do bloco.
Além disso, Guerreiro aponta para uma questão central: quem comandaria esse exército europeu e de que forma o comando seria exercido.
Recentemente, o ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, afirmou à imprensa que o país se opõe à criação de uma força militar europeia unificada, defendendo como prioridade o fortalecimento das Forças Armadas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Por outro lado, a vizinha Espanha adota postura distinta. O primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou, em 10 de abril, que o país está pronto para avançar na criação de um exército europeu comum, "mesmo que seja amanhã", se necessário.
Por Sputnik Brasil